Casas autossuficientes – uma opção sustentável

Imagine uma casa que produz a sua própria energia, reaproveita a água da chuva, tem uma horta onde se cultivam alimentos para autoconsumo e representa um baixo impacto para o ambiente.

A arquitetura autossuficiente é um conceito que se enquadra na chamada arquitetura sustentável. Para além dos benefícios que representa para o meio ambiente pela adoção de materiais e sistemas mais amigos, traz ainda benefícios para os moradores no que respeita aos custos com os gastos energéticos e ainda um modo de vida mais saudável e recompensador já que consomem os alimentos que produzem. Falamos de um tipo de construção que procura equilibrar o consumo com o desenvolvimento sustentável.

As casas autossuficientes estão a tornar-se cada vez mais populares devido aos avanços na tecnologia “verde”. Outro fator que torna as casas autossuficientes atraentes é o custo dos alimentos e dos utilitários que estão cada vez mais elevados, sendo mais vantajoso a sua auto-produção.

Pensar “verde” logo na altura da conceção do projeto é o caminho. Um edifício bioclimático pode consumir até 10 vezes menos energia para aquecimento do que um edifício convencional e tem um custo adicional de construção que ronda apenas 3% a 5% para os edifícios novos.

Uma casa autossuficiente vai poupar-lhe muito dinheiro numa base regular e permanente. Os preços dos serviços e os preços dos alimentos estão sempre a subir, se produzir estas coisas a partir de casa pode economizar muito dinheiro a longo prazo.

Cada casa autossuficiente pode ser configurada de forma diferente, dependendo do clima, localização e as necessidades dos moradores. Mas, basicamente, o projeto de arquitetura sustentável nessas construções envolve os seguintes aspetos:

Energia elétrica – as casas autossustentáveis dependem de si mesmas para obter energia elétrica. A principal forma de conseguir isso é através da energia solar, uma das fontes de energia renováveis mais eficientes e disponíveis no nosso país.

Água – algumas residências podem optar por um sistema de poço ou cisterna para fornecer água potável. Além disso, é essencial considerar um sistema de captação de água da chuva, para acumular e reutilizar as águas pluviais, aproveitando-as para regar plantas, lavar roupas e limpar a casa, por exemplo.

Alimentos – cultivar e colher frutas e vegetais orgânicos, apesar de exigir muito esforço e dedicação, definitivamente vale a pena. Essa prática torna os moradores mais independentes de supermercados, para além de comer legumes sempre frescos e mais saudáveis.

Muitos de nós têm memórias acerca dos seus pais ou avós que sempre cultivavam o seu quintal e até distribuíam as colheitas pelos familiares. Em Portugal já se praticam hábitos de autossuficiência há décadas, mas as migrações da população para as grandes cidades e o crescimento das redes de supermercados no interior acabaram por nos levar a hábitos de consumo “mais consumistas” e menos sustentáveis. A preocupação ambiental, juntamente com o aumento nos preços da eletricidade, água e outros serviços, criaram um maior interesse por estes conceitos do “autossuficiente”.

Se não pretende ter uma casa autossuficiente, porque é um investimento mais pesado na hora de construir ou simplesmente porque o seu estilo de vida não o permite, poderá sempre optar por sistemas sustentáveis isolados, seja na adoção de uma caixilharia mais eficiente, num isolamento mais adequado ou na simples aplicação do painel solar para aquecimento das águas sanitárias. Desta forma irá igualmente contribuir para uma construção mais ecológica e amiga do seu bolso. Aconselhe-se com uma boa equipa logo na fase do projeto e isso fará toda a diferença, para si e para o ambiente.

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